UNIVERSIDADES DE CLASSE MUNDIAL – CONSENSOS E DIVERGÊ
Palavras-chave:
Rankings universitários, Universidade de classe mundial, Critérios de avaliação das universidadesResumo
Os países defensores das Universidades de Classe Mundial consideram que os rankings universitários internacionais são fundamentais para avaliar o desempenho das suas instituições e úteis para demonstrar às famílias, às empresas e à sociedade em geral, a qualidade da oferta educativa, a sua produção científica e a reputação dos seus pesquisadores. Estas constatações, com tendência crescente, têm contribuído para o surgimento de vários tipos de rankings, com base em critérios distintos, havendo organizações internacionais, como o Banco Mundial, a difundir o conceito de Universidade de classe mundial, associado às políticas neoliberais, uma situação que tem suscitado debate e controvérsia, gerando consensos e divergências. Com este ensaio pretende-se discutir os principais indicadores de avaliação dos rankings internacionais inerentes às Universidades de Classe Mundial, problematizando em torno dos critérios adotados nesses rankings, por valorizarem em demasia aspetos ligados à produção científica e a outros indicadores das ciências duras, numa perspetiva quantitativa, economicista, desvalorizando outros parâmetros de avaliação, qualitativos, em subestimação das ciências humanas, penalizando as universidades dos países do hemisfério sul, menos industrializados e mais vulneráveis à globalização económica.





